Manchas de óleo voltam a aparecer em praias de Salvador

Uma pessoa que fazia exercícios físicos na região da orla de Piatã e Jaguaribe identificou, no início da tarde desta quinta-feira (25), a chegada de mais óleo nas praias. Ao receber fotos da situação no WhatsApp, o professor de jiu-jítsu e voluntário do grupo Guardiões do Litoral — coletivo que colaborou na limpeza de locais na tragédia ambiental do fim do ano passado —, Juvenal Lacerda foi até o local e confirmou a presença do material. 

Após a identificação, Limpurb, Instituto do Meio Ambiente (Inema) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) foram acionados para averiguar o local e tomar as providências. “A pessoa tirou a foto e mandou para a gente. Como eu moro em Piatã, fui correndo na praia para fazer os registros com aplicativo de monitoramento, informando data e geolocalização para dar veracidade às fotos. Assim que entrei em contato com a Limpurb, em 15 min eles chegaram e começaram a fazer a remoção”, relata Lacerda.

As manchas encontradas tinham entre 5cm e 20 cm, aspecto viscoso e foram vistas no intervalo entre Piatã e a praia da Terceira Ponte, em Jaguaribe. Segundo o voluntário, a maior concentração estava mesmo em Jaguaribe. O Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (Ibio/Ufba) também esteve no local e coletou amostras do óleo para estudo. 

Diretor do Ibio, o professor Francisco Kelmo contou que uma tartaruga morta foi encontrada na área e a carcaça foi recolhida para análise. Os pesquisadores irão avaliar se o animal morreu em decorrência de contaminação pelo óleo. 

A amostra coletada do material tóxico será submetida a procedimentos técnicos para checar se o produto tem as mesmas características do óleo que atingiu a costa nordestina e provocou o maior desastre ambiental do litoral brasileiro. Uma parte das amostras coletadas serão compartilhadas com o Laboratório de Petróleo do Instituto de Geociências (Igeo/Ufba)

De acordo com a Limpurb, 15 kg do óleo foram removidos do trecho entre as praias. O órgão disse que adotará o mesmo procedimento feito anteriormente, armazenando o material e em seguida transferindo-o para uma empresa que seja capaz de aproveitá-lo e dar o destino final.

Surfista desde a infância, Juvenal suspeita que o tempo instável em Salvador, com chuvas e maiores ondas, pode ter contribuído para o reaparecimento das manchas.

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