Membro da Academia de Letras, Luís Henrique Dias Tavares morre aos 94 anos

Membro da Academia de Letras da Bahia desde 1968, uis Henrique Dias Tavares tinha 94 anos.

A história da Bahia perdeu nesta segunda-feira, 22, um dos seus mais proeminentes estudiosos com a morte do professor Luis Henrique Dias Tavares, aos 94 anos. Integrante da Academia de Letras da Bahia (ALB), o historiador tem diversos livros publicados, entre eles o clássico da historiografia “A Independência do Brasil na Bahia”. A notícia foi confirmada pelo seu filho, o jornalista Luís Guilherme Pontes Tavares, diretor da Associação Bahiana de Imprensa (ABI).

O sepultamento do corpo do historiador está marcado para a tarde desta segunda no Cemitério Jardim da Saudade, em Brotas. O velório não será realizado por causa da pandemia do novo coronavírus.

Luís Henrique Dias Tavares nasceu a 25 de janeiro de 1926, na cidade de Nazaré, no Recôncavo baiano. Cursou Geografia e História , na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal da Bahia (1948 – 1951). Era doutor em História e foi diretor do Arquivo Público do Estado da Bahia no período de 1959 a 1969.

Entre abril de 1967 e janeiro de 1969, ele respondeu também pela Diretoria do Departamento da Educação Superior e da Cultura da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, cuja atuação foi utilizada como justificativa para sua prisão e sucessivos depoimentos prestados à VI Região Militar, no período de vigência do AI-5.

Na Universidade Federal da Bahia, o professor Luis Henrique Dias Tavares ocupou diversos cargos. Presidiu  a Câmara de Ensino de Pós-Graduação e Pesquisa da universidade  entre 1984/85, além de ter assumido em inúmeras oportunidades o cargo de diretor da Faculdade e de coordenador do Colegiado de História, no impedimento de seus titulares

Tem pós-doutorado na Universidade de Londres (1977 – 1978, 1982, 1984, 1986), com pesquisas em Arquivos (Foreign Office Record’s), e Bibliotecas (British Library), ocasião em que escreveu o Livro Comércio Proibido de Escravos.

Além da Academia de Letras da Bahia, integrou também Conselho Estadual de Cultura, dos Institutos Históricos do Brasil e da Bahia e da Universidade Federal da Bahia, da qual foi também professor emérito.

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